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domingo, 20 de maio de 2012

Doenças Desencadeadas ou Agravadas pela Obesidade


  

  




Um quebra-cabeça chamado Obesidade II
Obstáculos Diagnósticos e Desafios Terapêuticos

Por Psicóloga Daniela Souza





   

   

   Na nossa prática clínica, um dos maiores desafios do tratamento clínico da obesidade são as tão temidas comorbidades relacionadas ao excesso de peso. Indo de encontro à diversas teorias, engana-se quem não caracteriza a obesidade como sinônimo de doença. Há evidências científicas suficientes que confirmam que a obesidade vai muito além do excesso de peso, trazem consigo diversas comorbidades. As famosas comorbidades são doenças desencadeadas ou agravas pelo excesso de peso. Existem inúmeras comorbidades relacionadas à obesidade, seria quase impossível citar todas de forma detalhada.


   Esse texto foi construído com o objetivo de auxiliar a montar mais um quebra cabeça da obesidade, desta vez com novas peças. Nesse momento, o olhar é totalmente biológico, traçando os efeitos deletérios da doença na saúde do indivíduo. Abarcou-se desde a Síndrome Metabólica (principal desafio da prática clínica nesse início de século), Cardiovasculopatias à Disfunção Psicossocial. 

   Faltam peças, elas não se encaixam. Infelizmente essa é uma das limitações da ciência que os profissionais se depara. Porém aparece a força e possibilidades do conjunto, no qual o trabalho da equipe multidisciplinar minimizam os limites de cada profissional singular e potencializam as possibilidades terapêuticas como um todo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Causas da Obesidade


Um quebra-cabeça chamado Obesidade

   Há muito tempo venho construindo esse texto, lapidando, restaurando, reconstruindo. Foi um verdadeiro desafio colocar em palavras, de forma clara, a complexidade do tema. Foram muitas reflexões através da leitura e discussões com demais profissões para dar inicio no blog a montagem desse quebra cabeça. 

   Nesse quebra cabeça faltam peças e algumas precisam ser reformuladas. É um trabalho infinito, interminável? Será que a comunidade científica, no futuro, desvendará os enigmas das causas da obesidade? Será que será descoberto um tratamento verdadeiramente eficaz para a doença?

   Noto que os profissionais responsáveis e os acadêmicos não estão preparados para lidar com tantas peças. A conclusão mais valiosa, que tirei dessas reflexões, é a importância da equipe multidisciplinar no tratamento da obesidade. É rigorosamente impossível um profissional controlar tantas variáveis, vai além dos limites de cada profissão. 



Daniela Souza

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ficar sem comer engorda



"Os trabalhos que demonstram que ficar em jejum por tempos prolongados pode levar à obesidade são cada vez mais comuns. Um recentemente publicado mostra que a grelina (na forma acetilada ou desacetilada), hormônio produzido no estômago vazio e já bem conhecido pela sua capacidade de aumentar o apetite, foi capaz de aumentar também as enzimas envolvidas na lipogênese (formação de gordura), como acetilCoa carboxilase, ácido graxos sintase e citrato liase. Além disso, enzima que hidroliza triglicerídios e coloca para o interior da célula adiposa, lipoproteína lipase, também aumentou. E um aspecto fundamental: aumento da gordura visceral, que leva à problemas cardiovasculares, diferente da gordura subcutânea, que apresenta mais alterações estéticas.

A conclusão importante é que novamente temos um reforço na literatura para confirmar a necessidade de se fracionar a dieta e comer várias vezes ao dia, de 3 em 3 horas e casos mais graves de 2 em 2 horas".

(Nutricionista Henrique Freire Soares)